Volto no tempo para lembrar de um programa bem velho do querido Silvio Santos: Porta da Esperança.
É assim que ando me sentindo ultimamente.
Parece que escrevi minha carta com os meus pedidos para o programa.
Agora, fui chamado ao palco e aguardo ansiosamente para que a porta se abra.
Mas, como todos devem se lembrar, nem sempre o participante encontrava o que havia pedido atrás da porta.
Entre euforias e decepções, acredito que tenha havido mais momentos bons.
E é com esse pensamento na cabeça que espero que minhas portas se abram.
Ao avaliar cada porta por fora, percebo algumas diferenças entre elas.
Umas são transparentes, o que possibilita que eu veja que alguns pedidos serão atendidos em breve.
Outras são pesadas, feitas da madeira mais resistente possível, e mudam de tamanho e espessura conforme os dias se passam.
Dessas últimas, realmente não sei o que esperar.
Enquanto essas portas fogem de mim, me ocupo com as que estão quase abertas para mim.
Afinal, acredito naquele ditado búlgaro: "Mais vale um pássaro na mão do que dois fazendo caca na sua cabeça."
Sobe a música. A plateia se agita. Os câmeras se posicionam.
E vai entrar no ar a Porta da Esperança.
O que haverá atrás da porta?
Você me responderá?
Ou eu que darei uma resposta?
"Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã..."
(Explode coração - Gonzaguinha)
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