quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pai Tempo - Ano IV

Olho para o relógio e os ponteiros se movem.
Movo-me para o calendário e os dias passam.
Passo pela janela e os dias e noites se alternam.
Alterna-se a vida e alternam-se os pensamentos que passam.

Passa um dia.
Nada.
Passam dois dias.
Nada.
Passam três dias.
Nada.
Será que vai passar uma semana?

Nessa semana, peço somente aquilo que ofereço.
Ofereço um caminho que almejo.
Ao almejar, o primeiro passo foi dado.
Dado o primeiro, falta agora dar o segundo.

Por um segundo, penso.
Por um minuto, espero.
Por uma hora, olho.
Por um dia, espero.
Por uma semana, torço.
Por um futuro, desejo.

Desejo, mas nada acontece.
Mas nada acontece porque nada acontecerá?
Acontecerá ou valerá a pena ver de novo?
Ou melhor, valerá a pena ver de novo?

De novo, enquanto isso, o Pai Tempo impera.
Impera em seu ano IV.
Quatro anos.
Coincidência?

Não sei.
Quem tem que responder é o Pai Tempo.
Eu apenas espero.
Espero o inesperado.

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