sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Navegante

Acho que sou um navegante.
O curioso é que viajo e viajo sem nunca chegar ao meu destino.
Às vezes, ele parece estar logo ali, além do horizonte.
O problema é que o horizonte nunca chega.

Minha viagem começou há alguns anos.
Parti com um escafandro da Cinelândia e mergulhei.
Conheci belos recifes e peixes bonitos.
Contudo, não era aquilo que procurava.

Voltei então para o meu barco.
Viajei ao balanço do vento.
Ora o vento foi amigo, ora foi traiçoeiro.
Mas sempre consegui guiar por caminhos seguros.

Nessa jornada, ancorei em alguns portos.
Nem todos eram portos seguros.
Alguns se fantasiaram para me enganar.
Estes se perderam na própria fantasia.

Guardo na memória sempre aqueles que me acolheram bem.
O porto astral.
O porto Preta.
E o porto amigo.

Sei que voltarei a rever esses lugares.
Mas sei também que meu barco nunca mais ancorará lá.
Esses portos passaram.
Esses portos marcaram.

Busco um porto feliz.
Onde meus beijos sejam na ponta do nariz.
Onde o amanhã seja sempre sempre um bis.
"Tal lugar não existe!" - alguém diz.

Será?
Só sei que navego.
Aonde vou chegar?
Não sei, apenas navego...

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