segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Perdas e ganhos

Na vida, nas nossas relações, geralmente há um equilíbrio entre o que ganhamos e o que perdemos.
Ninguém sempre ganha.
Ninguém sempre perde.
Às vezes, há um desequilíbrio para um lado ou para o outro.
Mas logo isso volta ao normal.

Em 2011, balancei até demais.
Eu acho que ganhei muita coisa.
Mas também perdi outras tantas.
Alternei entre bons e maus momentos.
Ora subi na montanha-russa, ora desci.

Sinto que nesse fim de ano estou subindo novamente.
Talvez seja o clima natalino ou a chegada de um novo ano.
Não sei.
Mas há algo novo no reino.
Há uma insustentável leveza.
Há uma felicidade incontida.
Sorrisos brotam do nada.

Tal felicidade veio acompanhada de uma paz interior muito forte.
Ando sereno.
Ando calmo.
Ando mais diplomático do que já sou.
Ando, apenas, sem me preocupar aonde chegarei e se chegarei em algum lugar.

Pensando melhor, acho que atingi essa paz ao perder algumas coisas.
Tenho que reconhecer que foram perdas boas.
Perdi o medo do julgamento de um outro que não existe.
Perdi a necessidade de aprovação daqueles que não estão mais aqui.
Perdi algumas (ou muitas?) pessoas que já deveriam ter ido há mais tempo.

Mas também ganhei.
Ganhei amigos que já tinha.
Ganhei mais um porto seguro.
Ganhei mais autocontrole.
E ganhei uma nova vida dentro da vida.

Torço para que esse processo continue no próximo ano.
Por isso, antecipei as minhas metas principais.
Já comecei a deixar a luz do Céu entrar e me afastei de quem não me merece.
Com tudo mais claro, posso distinguir o meu sol das nuvens passageiras que têm que voar para outras bandas.

Ah, o sol!
Tu és tão belo e radiante!
Me aquece e ilumina os meus passos.
Que haja mais dias ensolarados!
Assim, haverá muito mais ganhos com certeza.

Enfim, é isso.
Vou ali sorrir mais um pouco.
Isso me faz tão bem!
Me dê a sua mão, anjo bom, e vamos juntos contar as horas...

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