Hoje fui surpreendido por uma recordação de um passado não tão distante.
Arrumando meu armário, encontrei o poema abaixo que me enviaram há 9 anos, em março de 2001:
A marca de uma lágrima
"E o meu amado o que diria se eu partisse?
O que diria se esses versos não ouvisse?
O que teria em suas mãos,
Senão um corpo dessangrado,
Cheio de carne, de suspiros,
De delírio apaixonado?
Faltaria, porém, o recheio das idéias
A loucura e a razão
Que transformam um encontro sem graça
Em tremenda paixão!
Mas não tema o meu querido que esse amor desapareça
Pois ele é amado ao mesmo tempo por um corpo e uma cabeça.
O corpo ele pode beijar, cheirar
Fazer do corpo mulher
Mas a cabeça o possui, manipula
E faz dele o que quer!
Haja o que houver, do meu amor esse garoto foi o rei.
Digam-lhe que com corpo e cabeça sempre o amarei.
A marca desta lágrima testemunha que o amei perdidamente
Em suas mãos depositei a minha vida, e me entreguei completamente.
Assinei com minhas lágrimas cada verso que lhe dei
Como se fossem confetes de um carnaval que não brinquei.
Mas a cabeça apaixonada delirou
Foi farsante, vigarista, mascarada
Foi amante, entregando-lhe outra amada
Foi covarde que, amando, nunca amou!"
Nossa, como o destino nos prega uma peça algumas vezes.
Lembrei do Paulinho de 2001 e o comparei com o de hoje.
Quanta coisa mudou!
Na época, buscava uma normalidade que hoje percebo que nunca encontraria.
Eu sou o que sou. E ponto final!
Mas tenho saudades daquela época. Quando eu era inocente e acreditava que tudo era passageiro.
Que nada!
Ainda bem que eu mudei.
Sonhei e lutei. Cresci e mudei.
Hoje foi o dia das flechadas.
Foi o poema, a mensagem no orkut, os sonhos de carnaval...
Mudanças a vista?
Não sei.
Vou esperar para ver.
Abração =)
“Já sei chutar a bola
Agora, só me falta ganhar
Não tenho juiz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz”
(Já Sei Namorar - Tribalistas)
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