domingo, 11 de julho de 2010

Jogando paciência

Eu estou aprendendo a jogar paciência.
São tantas cartas e combinações que sempre fico confuso quando jogo.
Qual carta eu puxo primeiro?
O Rei de Ouros ou o Ás de Espadas? Valete de Copas ou invento um coringa ali no meio?
Que dúvida cruel...
Cada um joga de um jeito! Assim não consigo aprender!

Queria aprender outros jogos também.
Jogos de carta, jogos de tabuleiro, jogo da vida...
É, acho que terei que aprender sozinho...
Enquanto isso, jogo paciência.

Não sei o que esperar desse jogo.
Só sei que estou disposto a jogar.
Olhos bem abertos para não comer mosca.
A cada escolha, o coração palpita e se divide.

Porque percebi que estou jogando xadrez também.
O problema é que cada movimento demora longos dias para acontecer.
O objetivo é o xeque-mate, mas acho que estou longe de vencer.
Os oponentes se revezam. Cada um faz um movimento e cede a vez ao outro.
É uma boa estratégia, mas muito arriscada pois quem sai perdendo são eles.
Um descuido e lá vai o rei voltando para o castelo.

Enquanto isso, volto a jogar paciência e acumulo segredos de liquidificador.
Será que isso já não é demais?
Mais ingredientes para um milk shake.
Hum, acho que está amargo.
Colocarei um pouquinho de mel para adoçar o milk shake e para adoçar a vida.

Mas a minha vida já está tão doce.
Monografia entregue e aprovada (demorou, mas saiu!).
Estágio terminando (quase entregando a chave do meu carma)...
Em breve colando grau (agora é sua vez INFRAERO, DATAPREV)...
E Aracaju me esperando...

Assim vou vivendo a vida.
Caço borboletas e espanto elefantes.
Jogo paciência e arrisco no xadrez.
E espero. Espero. Espero.
Puxo mais uma carta e movo o cavalo.
Quer saber de uma coisa?
Esperar para quê?
Não, é tempo de agir!
É tempo de viver para o futuro sem medo do passado...

Parabéns Espanha!

Boa semana para todos!


“Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...”

(Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré)

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