Julho se aproxima e me sinto mais leve a cada dia.
Será um mês de mudanças, de rupturas, de fechamento de um ciclo.
Muitas coisas ficarão para trás e muitos projetos se iniciarão.
Não sei como será minha vida a partir de agosto.
Mas por incrível que pareça isso não me aflige.
Estou tranquilo porque confio plenamente nos planos feitos por Deus para mim.
Voltei a sonhar, voltei a acreditar.
Voltei a me sentir leve como um floco de neve; feliz como um simples aprendiz.
Voltei até a usar óculos com prazer!
Ouço palavras de incentivo, de aprovação pelo blog.
Essa não era a proposta, mas aceito os elogios porque sei que são sinceros.
Esse é um espaço que exponho ideias perdidas em uma mente neurótica.
Ser neurótico tem suas vantagens e desvantagens.
Se por um lado, acho que o mundo gira a minha volta em alguns momentos, por outro, há situações que me fazem acreditar no futuro.
Sei que são apenas palavras soltas, olhares trocados por aí.
Mas sou neurótico. Fazer o quê?
Dificilmente olho para trás com arrependimento. Tudo que passou, passou.
Prefiro olhar para frente, pensando que há sempre mares para serem desbravados.
Contudo, hoje, olho para o lado. Surpresas do destino...
Aguardo o sinal para prosseguir e dar mais um passo.
Não sei se ele virá ou não.
Mas a minha neurose aponta alguns indícios que o sinal está por vir.
Enquanto isso não acontece, prossigo admirando a paisagem.
Vejo pessoas, animais, ritmos ora alternados, ora coordenados.
Mas o mais importante é que vejo vida.
Vejo um Paulinho leve de coração e espírito.
De peito aberto para o que der e vier...
"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
(A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera)
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