segunda-feira, 7 de junho de 2010

Notas de uma 2ª feira gelada

Rio de Janeiro, -10° C:

* Brasil 5 x 1 Tanzânia - era treino ou amistoso? Pelo que vi, estava mais para pelada de final de semana dos casados contra os solteiros. Mas assistindo ao JN, fiquei com uma dúvida: se a Tanzânia é mais quente, mais úmida e está ao nível do mar, por que o Brasil jogou lá se vai estrear em uma cidade mais fria, seca e a 1.200 m de altitude? Acho que essa nem o Jorginho consegue explicar...

* Depois de perder 2h do meu tempo assistindo essa pelada braba, era hora de voltar a monografia. Ah, só que primeiro eu tinha que derrubar um monstro chamado preguiça...
Eliminada a preguiça, experienciei um momento mágico em minha casa. Durante mais de três horas, o telefone não tocou e a cachorra não latiu. Para completar, baixou uma entidade vinda de não sei onde que escreveu mais de dez páginas e produziu pérolas como "multiplicidade de fatores motivacionais" e "corroborado com as proposições". Nesse ritmo, termino minha mono até o final da semana!

* "Vou te falar. Deu saudade de vc. Quero te conhecer rapaz" - E receber esta mensagem foi o ponto alto do dia. Pena que já era tarde para eu responder. Mas o que eu responderia?
Parafraseando o samba da Unidos da Tijuca: "É segredo e não conto a ninguém, sou da Tijuca e vou além, até Niterói; no seu olhar vou cair; a tentação é te descobrir..." =)

* Mais notícias da redação a qualquer momento ou no jornal das dez...



"E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal..."

(Bola de Meia, Bola de Gude - Milton Nascimento)

Um comentário:

  1. Boa noite amigo,

    Ao ler o seu blog eu fiquei realmente pensando em uma coisa: tem vezes que não sabemos o que dizer, ou talvez não tenha o que dizer, não há e o melhor seria ficar calado, mas como somos seres que ostentamos com orgulho o dom da fala, acabamos muitas vezes falando o que não deveríamos.

    Encontro-me em situação semelhante, estou realmente gostando de uma garota, ela tem encantado cada vez mais meus dias e sinto mesmo que ela sente pelo menos algo próximo do que eu sinto, porém conhecer alguém diferente é difícil e desafiador: temos que conhecer o ritmo da pessoa e saber jogar as regras se quisermos vencer. Por eu ter passado 4 anos namorando uma mesma pessoa, sei tudo sobre esta pessoa e do resto do mundo desaprendi. Esse é o ponto mais grave que eu percebo: Quando optamos por ter um relacionamento com alguém, estamos na verdade embarcando ao desconhecido, como estivéssemos em uma viagem ao centro da terra que neste caso é o coração do outro, e enquanto mergulhamos neste universo infinito perdemos contato do mundo a nossa volta. É uma viagem perigosa porém repleta de emoções. A ideia é saber quando é o momento de encarar uma nova viagem e se este centro da terra é algo que valha a pena. Como saber?

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